quarta-feira, 5 de junho de 2013

COMPUTADOR CONQUISTADOR

Renata Chabetai

A partir de pesquisas e de acordo com o que nossa entrevistada respondeu, sim, o computador chama a atenção das crianças, pois é dinâmico, divertido, colorido, alguns jogos trazem os personagens preferidos dos alunos e no fim das contas eles nem se importam de fazer "trabalhinhos" na telinha. Muitos reclamam do pouco tempo que ficam na Informática e gostariam de ter uma computador só para eles na escola.
"Softwares e sites infantis atraem as crianças, pois são coloridos, musicais e interativos. Chama a atenção porque é diferente. Trata-se de um ótimo estímulo e pode ser tão divertido quanto fazê-los no papel", diz a pedagoga Cláudia Tricate. Além disso, alguns programas permitem, por exemplo, que a criança monte na tela palavras com cubos coloridos, assim como faz com os blocos de montar. Em outros, ela pode ler histórias, interagindo no roteiro. Mas é bom salientar que as atividades não substituem outros recursos essenciais na alfabetização, como a leitura de livros e a prática da escrita. "São apenas um complemento", diz Cláudia. 

O uso do computador deve ser dosado, assim como a TV. "O excesso pode causar problemas sérios, como danos na visão, na postura e lesões por esforço repetitivo. Há também o risco de a criança acessar sites de conteúdo indevido. Por isso, a atividade deve ser monitorada por um adulto", alerta a psicóloga Rosa Maria Farah, do Núcleo de Pesquisas em Psicologia e Informática, da PUC de São Paulo. 

Naturalmente curiosas, as crianças vêem o computador como mais um brinquedo a ser explorado. "Elas não têm receio de errar, como os adultos, ou estragar o equipamento. Talvez por isso, aprendam tão rápido", afirma Rosa. Para a psicóloga, não existe idade ideal para iniciar o uso do computador. "Se a criança demonstrar interesse e capacidade motora suficiente para tanto, já pode brincar (e aprender)", explica. 

Niviane Schwartz - Pelotas/RS

Sou mãe de um gurizão de 4,8 anos, professora, especialista em Educação Popular e em Mídias na Educação, sou incentivadora do uso de jogos virtuais na alfabetização e todas as fases da educação, não só educação intelectual, mas na construção de hábitos e valores. Meu filho joga no PC desde os dois, sempre sob a minha supervisão, explico quando e porque censuro algum jogo e ele me diz "não faz bom pra minha cabecinha, né mãe!".

Nenhum comentário:

Postar um comentário